A Travellerspoint blog

Nah Trang e Ho Chi Minh/Saigon, Vietnam


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Depois de uma chuva torrencial em Hoi An, apanhamos a camioneta nocturna em frente ao nosso hotel. Depois de um dia cheio de emocao (ter os fatos prontos, encontrar a camara, correr ate nao poder debaixo de chuva), adormecer nao foi dificil! Chegamos a Nah Trang por volta das 6h30, e comecamos logo a procura de um hostel que fosse razoavelmente barato no Lonely Planet. Nah Trang, conhecida por ser o destino "praia" no Vietname, nao nos pareceu muito prometedora com nuvens bem cinzentas por cima de nos! Ja no "hotel", depois de nos acomodarmos, fomos ate a internet ver a meteorologia dos dias seguintes.. infelizmente parecia que nao estavamos com muita sorte, pois dava nevoeiro/chuva para os proximos dias em Nah Trang.. Depois de um descanso e um pequeno almoco, os 7 decidimos ir a um centro termal perto da cidade. Uma boa escolha. Os 7 dpartilhamos uma "banheira" de lama quente. Muito sexual!!! Passamos o dia na risota, com os nossos corpos todos enlameados com tendencia a flutuar numa banheira demasiado pequena para nos os 7! Depois d banho de lama, passamos para uma banheira de agua a 43C...e depois para uma piscina que tambem era de agua quente. Felizmente comecou a chover o que ajudou para nos refrescarmos.

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Cansados, demasiado relaxados e esfomeados, chegamos ao "hotel" para sabermos que a luz tinha sido cortada. Fomos entao "jantar" a um cafe ao lado do hotel onde comemos.. hamburguers!!! Penso que estavamos todos a precisar de um "toque" europeu/americano. Com a barriga cheia voltamos para o hotel que ainda nao tinha luz. Receptionistas deram-nos uma velas (muito interessante tendo em conta Health and Safety Regulations). Acabmos por passar o resto do tempo nos nossos quartos a ver televisao (a luz acabou por voltar).


3 Abril

Uma manha inesperadamente ensoralada cedo nos levantou da cama e nos preparou para o nosso dia final em Nah Trang. Tomamos pequeno almoco no terraco do nosso "hotel" com vista para o Mar da China Meridional e um fundo de montanha a meio a um horizonte em crescimento. Fomos entao a praia enquanto observavamos as ondas gigantes mas sendo constantemente interrompidos por vendedores de praia tentando vender doces, oculos de sol, pulseiras, pinturas.. e tudo mais. Acabamos por comprar um par de oculos de sol e uma pintura. Caminhamos ao longo da praia mas sempre com um olho nas ilhotas que comecavam a desaparecer da vista porque uma nuvem de tempestade se aproximava. Para evitar o aguaceiro tropical, fomos a busca de um restaurante barato na area. Foi ai que encontramos um outro grupo de viajantes que conhecemos numa viagem de camioneta anterior, o grupo das "Alices". Acabamos por ir almocar todos juntos e tentar saber por onde e que eles tinham andado.

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Depois de almoco, demos uma caminhada pelas ruas de Nah Trang com as "meninas" sempre nas lojas a comprar roupa nova. Com um "orcamento" bastante limitado.. limitei-me a ve-las comprar roupa :( Ao por do sol, muitos dos locais vieram a praia para jogar futebol ou para namorar! Foi bastante curioso porque parecia que eramos os unicos turistas ali! As 18h00 voltamos para o hotel pois iamos "embarcar" na nossa camioneta nocturna com destino a Saigon. Dormimos todos bem aconchegadinhos na parte de tras da camioneta e adormecemos todos num instante!

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4 Abril

Voltamos a expansao suburbial de uma cidade mal chegamos a Saigon. O nome official desta cidade foi mudada para Ho Chi Minh City em honra ao grande chefe Ho Chi Minh. Sem perder tempo, encontramos logo um "hostel" no meio de umas ruas tipo labirinto por 8USdollares por quarto. Depois de um banho, estavamos todos prontos para explorar Saigon. Comecamos, no entanto, por explorar precos para ir visitar os tuneis de Cu Chi e os templos do Caodaismo. Acabamos por comprar os bilhetes numa agencia perto do nosso "hostel". O dia todo custaria 6USdollares. Compramos tambem o bilhete de autocarro para o Cambodja que foi 10USdollares.

Ainda nao eram 9 da manha e o sol ja batia forte. Acabamos por nos refugiar numa "padaria" com ar condicionado (...europeus!...) com vista para as estradas cheias de motos. O nosso objectivo era conhecer o centro da cidade e visitar o Museu de Guerra do Vietname. Pelo caminho paramos no Mercado Ben Thanh, o maior mercado de Saigon que vendia diferentes tipos de "bujigangas". Eu e o Moff acabamos por comprar aqui uma caixa de pauzinhos em madeira, e um quadro do "Tin Tin no Vietname". Debaixo do sol e com um mapa a nossa frente, tentavamos encontrar o Museu de Guerra com toda a gente a bufar de calor... pior.. Mal encontramos o museu, este fechava em 15minutos para hora de almoco! Desconsolados, continuamos a caminhar a procura de um sitio para almocar. Acabamos por para nesta gelataria que tinha... ar condicionado! Recuperamos as nossas forcas e voltamos ao museu, que devia de estar a re-abrir.

O patio do museu estava cheio de embarcacoes de guerra dos Estados Unidos e armamento. O edifício circundante pintou um retrato do sucesso vietnamita, repressão e tristeza durante a guerra. Havia muito pouca indicação de perda dos Estados Unidos, explicando apenas o sofrimento dos vietnamita através de fotos. O armamento que estava em exposicao foi assustador, mostrando uma bomba B52 que era maior do que uma cabine de telefone!
Foi uma visita que valeu a pena, mas só se pode sair com um ponto de vista solidário com os vietnamitas durante a guerra. De volta a casa, caminhamos pelas ruas mais ricas de Saigon. Ate haviam certas areas onde os militares nao nos deixavam tirar fotografias. Mal chegamos ao "hostel" tomamos mais um duche para refrescar e estavamos prontos para o jantar. Quando estavamos a sair do hostel, os proprietarios da "Guest house" estavam a ter uma briga com varios gritos e copos quebrando no chao. Acabamos, no entanto, tendo um jantar espectacular com os rapazes a recuperar o atraso na Premiership!

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5 Abril

Acordamos bem cedo pois tinhamos um dia em cheio e cheio de actividades. Entramos na camioneta com a sorte de ter um bom guia que falava bem ingles! A nossa primeira paragem foi uma fabrica de arte que vendia pinturas intricadas e mostrando o longo processo de criacao das "obras-primas". Obviamente pararam la para ganharem comissao nas pecas de artes que nos comprassemos.... Mais uma hora na camioneta e chegamos a zona delimitada do templo de Cao Dai ("Morada alta em lingua vietnamita). O Caodaismo e uma religiao relativamente nova, monoteista, que foi fundada na cidade de Tay Ninh em 1926. Aqui eles fundiram o catolicismo, o hinduismo, o budismo e o islamismo. E aclamada como "a terceira grande amnistia religiosa universal". O templo muito bem conservado e rodeado de diferentes jardins. A parte interior era ainda mais impressionante com pilares enormes, dragoes por todo o lado com as etapas Nirvana gradualmente subindo para uma esfera com o simbolico olho Dao Cao. De uma varanda interna vimos o que nos chamamos de "missa" desta religiao. Os caodaistas vestem-se em diferentes cores (branco, amarelo, azul e vermelho) onde eles oravam e cantavam hinos. Uma excelente experiencia.

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Depois de uma paragem para almoco, seguimos para os tuneis de Cu Chi. Mal chegamos aos tuneis que pertencem ao exercito comunista, assistimos a um filme mostrando os recursos que os Viet Cong tinham e o tipo de vida deles a volta dos tuneis Cu-Chi. Caminhamos, depois, pela floresta passando por crateras feitas por bombas B52 atiradas pelos americanos. Mostraram-nos tambem como se escondiam e porque eles nunca foram vencidos pelos americanos. O nosso guia tambem nos mostrou como diferentes armadilhas foram montadas provocando uma morte dolorosa e lenta aos soldados dos EUA. Depois fomos para um campo de tiro onde disparamos uma M16!!! O som das armas deixou um zumbido nos ouvidos. Em seguida, fomos ate a um dos tuneis que o exercito construiu com o dobro do tamanho do que seria normalmente. Depois de muita gente desistir, eu o o Moff conseguimos fazer toda a viagem, mesmo sendo extremamente claustrofobico. Nao faco ideia como os vietnamitas (chamando-se a eles proprios, "gorillas", conseguiam fazer aquilo diariamente em metade do tamanho. No final provamos o cha vietnamita e a tapyoka.

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A noite jantamos no mesmo restaurante e voltamos para o "hostel" estourados. Amanha vamos para o Cambodja.

Posted by Themoffats 15:56 Archived in Vietnam Comments (0)

Hoi An, Vietname


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Mal chegamos a Hoi An, a camioneta parou num hotel que se encontrava dentro do nosso budget mas com um qualidade bastante superior ao que nos tinhamos acostumado, o Grassland Hotel. Tinha quartos espectaculares com varanda, piscina, um bom jardim e excelente staff. Ficamos um pouco apreendidos porque tinhamos ouvido falar no Lonely Planet que estas companhias de camioneta que fazem precos baratos, ganham comissoes quando param em certos hoteis. Nao era mesmo no centro da Hoi An, mas tambem so teriamos de caminhar mais 10 minutos e ter um hotel com condicoes excelentes por 10dolares por noite. Depois de um bom banho e de um necessario descanco, fomos todos ate a piscina e ao jardim onde passamos a tarde. Ligamos tambem ao guia de Hanoi para dizer a localizacao do nosso hotel, onde ele devia de mandar a camara. Perguntamos-lhe nervosos se ele ja tinha a nossa camara e ele diz que sim, que a vai mandar de autocarro em vez de correio porque fica mais barato. Pelo menos foi o que a recepcionista do nosso hotel nos disse depois de falar com ele imenso tempo ao telefone.

Ao final da tarde fomos entao descobrir as belezas de Hoi An, e eu fiquei muito surprendida com a "pequena" vila. As margens do rio estao cheias de pequenos e rusticos restaurantes desesperados por turistas. Sim, outra beleza de Hoi An e que nao se ve assim tantos turistas e as lojas dos mercados sao todas feitas de madeira e iluminados por candeeiros. Sente-se tambem a influencia francesa no nome das lojas e de alguns restaurantes. Jantamos num dos restaurantes do lado da margem menos populoso, porque oferecia cerveja gratis e tinha precos bastante atractivos. Foi ai que fomos apresentados a uma refeicao tipica Vietnamita, Cao Lau. Cau lau tem fatias de porco, com noddles, alface e umas coisas que parecem batatas fritas, mas e no entanto noddles de arroz frito.. ainda hoje me pergunto o que seria mesmo aquilo. Depois de jantar caminhamos pela vila ate que fomos rodeados por esta multidao de miudos de visita de estudo em Hoi An e que estavam todos contentes por verem um grupo de pessoas brancas e altas (nomeadamente a Alice e o Ben). Era fotos e mais fotos com eles histericos e tentar tocar-nos e praticar o ingles. As raparigas estavam tolas com o Ben e o Moff, enquanto que os rapazes pediam-nos envergonhadamente para tirar fotos connosco. Toda a gente passava e olhava pra nos a ver se realmente eramos famosos tal a histeria, porque nao eramos os unicos turistas por la.

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Hoi An e uma vila famosa pela costura. Aqui pode-se fazer todo o tipo de vestidos, desde noiva a vestido simples de verao, ate sapatos, fatos, carteiras... Entao o dia de hoje foi reservado para cada um de nos comprar algo especial pra si proprio. Eu queria mandar fazer um vestido, mas depois pus-me a pensar e nao tenho nenhuma ocasiao especial para vestir vestidos tao cedo, mas quando voltar a Londres devo ter de ir a entrevistas.. por isso decidi-me por um fato. O Moff decidiu-se pelo mesmo. Depois de olhar por algumas lojas escolhemos uma que tinha imensas revistas de fatos. Tudo o que tinhamos de fazer era apontar um modelo que gostassemos e escolher o tecido. No dia seguinte o fato estaria pronto. Depois de muita indecisaoem cores e tecidos la mandamos fazer os nossos fatos. Ficou por 40euros!!! Eu e o Moff tambem estavamos nervosos em relacao a nossa camara... Hoje devia de chegar numa camioneta, mas seria a mesma camara? Sera que ele vai mandar mesmo? Voltamos para o hotel enquanto os outros continuavam a fazer compras. A camara supostamente deveria chegar pelas 14h. Chegando ao hotel nenhum dos recepcionistas tinha recebido nada. Ligamos ao guia e ele pediu para falar com a recepcao (devido ao seu mau ingles). Depois do telefonema, la nos explicaram que a camara nao seria entregue no hotel, mas numa agencia de viagens no centro de Hoi An. Deram-nos a morada e um mapa. Pegamos em duas bicicletas todas podres e la fomos nos nervosos. Chegando a agencia de viagem perguntamos se alguem tinha entregue algum pacote para Adriana Lucas. Debaixo da secretaria ele tira a nossa camara e da-nos. Ficamos tao contentes e aliviados. Abrimos a ver se estava tudo em ordem... sem problemas... Nao conseguiamos acreditar. Foi muita sorte e um milhao de dongs lol. Ligamos ao guia para agradecer por nos ter devolvido a camara. Depois fomos dar uma volta de bicicleta em Hoi An e vimos as raparigas. Contamos as boas novas. Elas tambem nao queriam acreditar e estavam muito felizes por nos. Voltamos para o hotel.

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a foto logo depois de termos a camara de volta

A tarde vamos todos de bicicleta a uma praia em Hoi An. Encontramo-nos todos de volta no hotel e prontos pra ir. Cada um pegou numa bicicleta (cortesia do hotel) tentando escolher uma que estivesse completa e que tivesse travoes.. Bem, passado um tempo, so queriamos que tivesse completa porque nenhuma tinha travoes. "Slow down with your feet", dizia o recepcionista. Bem, devagar la fomos para mais uma das nossas aventuras em bicicletas. No inicio nao viamos praia nenhuma nem sabiamos bem por onde ir. No entanto passamos por uns campos verdes enormes de arroz com o agricultor e o buffalo... o tipico postal do vietname. Estava tao feliz que parecia um sonho. Depois de algum tempo la chegamos a praia. Esta praia tinha uns barcos redondos que supostamente sao para pescar. As nuvens estragaram o look luxuoso da praia de Hoi An, ladeada por palmeiras, com ondas medias e com barzinhos feitos de madeira. Eles ate tem um parque de estacionamento para bicicletas, onde por 4 centimos duas pessoas se responsabilizavam pelas nossas bicicletas.

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Com o por-do-sol, comecamos a pedalar o mais rapido possivel para evitarmos a escuridao nas estradas. Depois fomos ate ao centro de Hoi An e comemos num restaurante que parecia mais local e barato.. Eu comi um Cao Lau, mas o Jonathan comeu outra especialidade de Hoi An, chamada de White Rose, que era tipo massa branca com qualquer coisa la dentro e com molho. Era ate muito bom, mas o preco nao deixou repetir. Depois de passear por umas lojinhas a noite, la voltamos para o hotel e fazero upload para o facebook.

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No dia seguinte acordamos bastante excitados pois iamos ver o resultado da nossas roupas feitas a medida. Eu e o Moff dirigimo-nos para a nossa loja e experimentamos os fatos. O dele estava bem, o meu ainda tinha uns ajustes a fazer. A costureira sossegou-me e disse-me que o teria pronto as 14h. Tinha de estar pronto por essa hora porque iriamos apanhar a camioneta nocturna para Nam Trang, outra cidade vietnamita. Quase todos nos tivemos de ter alteracoes as nossas costuras. Fomos almocar e depois passeamos pelas lojinhas enquanto as raparigas compravam "pecas de arte" por todo o lado. As 14h estavamos na loja de volta para experimentar o fato. Agora sim estava bem! :) Contentes saimos da loja, mas logo veio uma tempestade e tivemos de correr debaixo de chuva ate encontrar um restaurante com precos razoaveis. Cheirava a esgoto, penso que os esgotos devem de ter ido para o rio porque haviam coisas a boiar por la que definiria como "objectos nao identificados!". Encharcados la jantamos e logo voltamos para o hotel para apanhar a camioneta nocturna (encharcados). Destino? Nam Trang!

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Posted by Themoffats 07:33 Archived in Vietnam Comments (0)

Vietname - Hanoi e Halong Bay

Depois de 27 horas numa camioneta e de tentar segurar 7 lugares numa hostel barata que tinha encontrado, uma mulher, que supostamente nos queria ajudar, entra na camioneta e avisa-nos do perigo de apanhar um taxi... Diz-nos que os taxis na estacao de camioneta sao muito caros e que devemos de apanhar uns taxis que ela recomenda. Diz tambem que e recepcionista num hotel muito barato e bom. Percebemos logo do que se trata... e mais um "scam". No entanto, a Alice e a Lianne ja estavam dentro de um taxi e nos seguimo-la. Dissemos logo a mulher que ja tinhamos hotel reservado e que nao iamos para o hotel dela. Ela concordou e repetiu que os taxis dela era muito mais baratos. O taxi levou-nos ate ao hotel da mulher, e dai tivemos de caminhar para o hostel que eu tinha reservado. O Hostel chama-se "Real Darling Cafe", e cada quarto duplo custa 8dolares (6euros). Foi o mais barato que encontramos. As paredes dos quartos era tao finas que podiamos falar com a Nick e o Ben, que estavam no quarto ao lado, sem precisar de gritar... Esfomeados fomos ao centro de Hanoi tentar arranjar um lugar barato para se comer. A noite, Hanoi e uma cidade colorida.. colorida pelas centenas motos com as luzes ligadas a circularem pelas ruas.

No dia seguinte queriamos ir ao Mausoleu de Ho Chi Minh, mas estava fechado. Acontece que so esta aberto 3 dias por semana e entre as 8-11h. Obviamente, acabamos por nao ir. Fomos visitar a prisao Hoa Lo, mais conhecida por Prisao Hanoi Hilton. A visita a prisao, que agora e um museu, foi bastante interessante na medida que explica como os vietnamistas revolucionarios foram tratados pelos franceses, quando estes estavam no poder. Mais tarde, a prisao "recebeu" soldados americanos que lutaram contra o Vietname. O museu faz parecer que eles trataram muito bem os americanos, mostrando videos e fotografias deles todos contentes. No entanto o Senador John McCain ainda hoje nao pode levantar os bracos cima dos ombros devido as torturas que ele passou na mesma prisao, que os americanos hipocritamente de Hanoi Hilton. As celas eram minusculas e ainda tinham as correntes e os equipamentos usados para a tortura.

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Prisao de Hoa Lo

Depois da prisao fomos tentar encontrar uma "viagem" que nos levasse a Halong Bay. Depois de perguntar precos, acabamos por comprar um pacote por 3 dias/2 noites por 38dolares (30 euros). Fizemos o que o Lonely Planet disse para nao fazermos: comprar barato. No entanto dissemos para nos proprios: "o que interessa e que visitemos o local". Na mesma companhia compramos o bilhete de camioneta (tem camas) de Hanoi ate Saigon, em que podemos sair noutros destinos por 39 dolares.

A noite fomos jantar num sitio "diferente": um restaurante que so tinha locais a beira da estrada. Fomos apressados para um quarto andar, que parecia a antiga casa de banho do predio. Quase de imediato trouxeram imensas comidas diferentes (tipo banquete), e so depois e que negociamos o preco. Foi a escolha ideal, pois podiamos experimentar comida vietnamita num local tipico de uma refeicao vietnamita...

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Depois do jantar fomos passear pelas ruas de Hanoi antes de irmos a um show de marionetas na agua, tipico Vietnamita. Cedo reparamos que cada rua tem um so negocio, por exemplo: existe a rua dos sapatos, a rua dos acessorios de cabelo... As 20h00 seguimos para o Teatro para ver o show que compramos por 40.000dong (1,7 euros). Foi bastante engracado. Um grupo pequeno de musicos tocou instrumentos tradicionais do Vietnam e depois vieram as marionetas. Contavam uma historia, mas era em Vietnamita, por isso nao percebemos nada. Mas vos garanto que foi muito divertido!

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Hanoi

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Water Puppet Show

No dia seguinte uma camioneta foi nos buscar ao hostel para nos levar ate Ha long Bay. Ha long Bay e a baia mais conhecida do Vietname, com cerca de 3000 ilhotas de calcario. Esta baia foi considerada Patrimonio Mundial em 1993. No caminho para a baia conhecemos o nosso guia, chamado Kien. O ingles dele era incompreensivel, nao porque ele nao sabia gramatica ou vocabulario, mas da maneira como ele falava.. ahh e nao se esquecam da pronuncia vietnamita. Mal chegamos a Halong Bay, as coisas comecaram a correr mal. Primeiro, Kien queria separar o nosso grupo porque nao tinha espaco suficiente no barco. Dissemos logo que nao. Depois disse que teriamos de mudar o nosso itinerario porque nao tinha quartos para nos. Mal chegamos ao barco, ia eu tirar uma fotos, e reparamos que a nossa preciosa camara fotografica tinha desaparecido. NAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!!! Ligo ao hostel em que tinhamos ficado a ver se tinha deixado la a camara.. nao.. Entao so podia estar na camioneta em que viemos para Halong Bay. O Moff saiu do barco mas a camioneta ja se tinha ido embora. Tentamos falar com o Kien a ver se ele conseguia ligar ao motorista e pedir para ele "guardar" a camara. A esperanca de ver a camara de novo era escassa, se nao nenhuma. Sorte por sorte na noite anterior tinha posto as fotos no Facebook, por isso nao tinha perdido fotos. Depois, como nao havia quartos suficientes para nos os 7 (os quartos eram duplos), o guia tentou fazer com que uma das raparigas dormisse no quarto com ele!!! Outra coisa que tem acontecido no Vietname e que temos de deixar os nossos passaportes para tudo: hostels, viagens... o que nao nos deixa com a sensacao de seguranca.. principalmente quando Kien atira os nossos passaportes a um homem que esta num barco, e o homem sai com eles nao-sei-pra-onde.

Almocamos a bordo de um dos barcos tipicos de Halong Bay, e esperamos pelos nossos passaportes e pelo capitao por mais 1h30. Nao podia reclamar da vista, no entanto. Todos a bordo, fomos de barco ate umas caves chamadas de Hang Đầu Gỗ (Caves de Madeira). As caves sao sem duvida impressionantes e bonitas, mas um turismo de massa transformou as caves em algo que parece artificial e "forcado": certas estaglatites e estaglamites estao cobertas com um "cimento" que as mantem na mesma forma; existem luzes de varias cores para tornar as caves mais atraentes, mas tentaram tanto que agora aquilo parece uma discoteca a tarde com luzes coloridas por todo o lado; o nosso guia contou-nos "lendas" que se baseavam nas formas das estaglatites e estaglamites.. mas ate nos contou uma lenda em que tinha por base uma sombra que era causada pelas luzes artificiais...; haviam fontes com formas de calcario que eram falsas; os turistas eram tantos que se "atropelavam" por todo o lado. Estas caves foram um exemplo nato de uma "atraccao turistica artificial" que era autentica mas se transformou em algo sem valor e transformado. Aqui vao algumas fotos de Halong Bay:

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Halong Bay (fotos da Nick Fox)

Depois de visitar as caves o barco levou-nos ate a ilha de CatBa onde alguns dos passageiros a bordo sairam. Iriamos passar a noite em CatBa island no dia seguinte. Depois era tempo de irmos fazer Kayaking!!! A agencia de viagens onde compramos disse que teriamos 4 horas de kayaking e estavamos todos entusiasmados com a ideia.. mas a nossa "excursao" era tao mal organizada que acabamos por so ter meia hora... e nem sequer podemos ir os 7 ao mesmo tempo... No entanto, o jantar nao foi mau e eu e as raparigas passamos a noite a pintar as unhas de diferentes cores aos "marinheiros" do barco... e depois passamos o resto da noite a olhar pas estrelas com as ilhotas de calcario a nossa volta numa tremenda cavaqueira entre nos os 7.

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Na manha seguinte, voltamos a normalidade e os problemas comecaram de novo. Uma das raparigas do nosso grupo partiu uma chave que ja estava dobrada, e o guia queria que elas pagassem pelos danos. No entanto como a excursao foi toda mal organizada e as 3 raparigas tiveram de dormir num quarto de 2, toda a gente no barco achou injusto elas terem de pagar essa fianca. O guia disse as raparigas que nao lhes dava os passaportes ate elas pagarem, mas a Lianne roubou-lhe os passaportes de volta, resultando no nosso guia recebendo um murro do capitao e um rapido recuo do barco quando estavamos mesmo a chegar ao porto da ilha de CatBa. Entretanto nesta confusao toda, a Saz ainda grita para todas as pessoas que iam para o nosso o barco para nao virem para aquele barco, enquanto o nosso guia quase que bate na Lianne de tao frustado com a situacao toda. Desta maneira fomos feitos "refens" por uns 5 minutos no meio do mar ate que as raparigas tiveram de pagar (cerca de 2,5euros!!!), mas nesta confusao toda so queriamos era sair do barco e nao ver mais o nosso guia Kien.

Assim que chegamos a CatBa apanhamos uma camioneta que nos levou ate perto de uma montanha e fizemos um trek (caminhada) de 2 horas acima e abaixo de colinas com o chao escorregadio.. mas as vistas valeram a pena. Caminhavamos numa floresta verde virgem onde de um lado viamos a vila antiga e do outro lado a "praia" e o mar. Esta caminhada foi mais complicada que a caminhada em Chiang Mai, mas todos gostamos imenso de a fazer. Depois do trek encontramo-nos todos perto de um cafe onde esperamos pelos outros que ainda estavam a fazer a caminhada. Sento-me numa mesa onde nao conheco ninguem. Perguntam-me logo se eu estava no "barco do inferno". Respondo que sim.. percebo logo que eles estavam no porto da ilha quando se sucedeu a confusao com os passaportes e com o Kien. Perguntam-me todos os detalhes e contam-me tambem o que se sucedeu na viagem deles. Assim como o Lonely Planet diz, e melhor comprarem uma viagem um pouco mais cara e a experiencia e completamente diferente. Viagens muito baratas resultam em guias fracos, ma organizacao, e certamente, confusao. Quando estavamos todos apanhamos de novo a camioneta para o hotel (isto tudo estava incluido no preco).

O nosso hotel chamava-se CatBa Plaza e vimos na internet que era um dos melhores da ilha. Chegando la fomos recebidos por um recepcionista muito simpatico, cordial e educado que nos pediu para pousarmos as malas e para nos sentarmos numa mesa ja preparada para nos, para almocarmos. Connosco, vieram tambem 2 raparigas israelitas que conhecemos na viagem. Depois de almoco, fizemos o check in e ansiosos, fomos ver o quarto que iamos ficar essa noite... resultado? ESPECTACULAR! O meu quarto e do Jonathan era enooooorme, com uma vista para o mar e para as ilhotas de calcario. Tinhamos a tarde livre para fazer o que quisessemos. Os 9 tomaram diferentes caminhos: as israelitas foram passear pela vila; a Lianne e a Alice foram procurar uma praia; a Saz ficou no quarto a ter um dia "vaidoso"; e eu e o Moff, e a Nick e o Ben, insatisfeitos com o kayak do dia anterior, decidimos alugar kayaks e ir explorar a ilha. No entanto fomos "separados", indo eles num grupo de kayak, e nos os dois fomos explorar. Comecamos por andar a volta de ilhotas e descobrir caves dentro das ilhotas, e depois, quase que magicamente, encontramos uma vila pesqueira enorme. Uma vila pesqueira aqui no Vietname sao estas casas construidas em plataformas fluctuantes, e toda a comunidade vive da pesca. E melhor de tudo, nao era nada turistica... todos nos acenavam e sorriam quando passavamos pelas suas casas no nosso pequeno kayake. Uma tarde muito bem passada. Assim que estavamos a chegar vimos a Nick e o Ben. Tinhamo-nos desencontrado deles. A senhora que alugava os kayaks chamou-nos e veio-nos mostrar os seus peixes. Por tras do restaurante que ela tinha, ela tinha estas redes enormes por todo o lado com diferentes tipos de peixes enormes... peixe, camarao, caranguejo... Muito interessante.

A noite, depois de jantar no hotel, os rapazes tentavam-se bater no bilhar. Ate que o recepcionista chegou e era bem melhor que eles os dois. A atencao do Ben e do Jonathan cedo se tornou em ganhar o jogo ao recepcionista. O recepcionista chamava-se Ba, e mais tarde nos disse que Ba queria dizer numero "3" em Vietnamita, porque ele era o terceiro filho. Como o centro da vila ainda era longe e nos estavamos a divertir tanto no hotel, decidimos ficar e o Ba mostrou-nos a sala de karaoke do hotel. Foi o suficiente para uma noite bem passada! Divertimo-nos a cantar musicas "aparoladas" e a tentar cantar vietnamita com o Ba. Uma noite pra nao esquecer!

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No dia seguinte deixamos a ilha CatBa e voltamos para o barco... esperancados que nao fosse o mesmo... mas era.. Tinha os mesmo marinheiros, mas um guia diferente. Incluido na viagem estava tambem uma visita a uma vila pesqueira.. mas realmente a que eu e o Jonathan tinhamos ido no dia anterior era bem melhor. A vila que o barco turistico nos levou era um pouco mais turistica. Assim que o barco parou haviam barquinhos a vender frutas aos turistas, e por mais um pouco de dinheiro podiamos ir ver umas caves que tinha la perto. Decidimos ficar no barco. No dia anterior ja tinhamos visto caves, e uma maior vila pesqueira. No barco conheci 3 portugueses de Lisboa: o Pedro, o Paulo, e nao me recordo o nome do outro. Em vez de ir para Bebidorm, ou para o Algarve, fizeram eles muito bem e compraram um voo para o Vietname (concordo que o preco nao e o mesmo... mas voces perceberam a ideia). Tinham estado ja no Cambodja e iam agora viajar por todo o Vietname. Muito interessante, ate porque nao tinha conhecido muitos portuguese ate aquela altura. Talvez tambem nao ajude eu falar com o Jonathan sempre em ingles... Contaram-me tambem que naquela viagem tinham tido uma data de confusoes. Depois de almoco, seguimos rumo numa camioneta de volta a Hanoi. Passei a viagem a falar com um dos portugueses que me falou o quanto estava a adorar o Vietname e engracado que ele notava todos os pormenores diferentes que eu nem sequer tinha reparado... foi muito interessante.

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Eu tambem estava um pouco nervosa/ansiosa em relacao a nossa camara fotografica.. queria tanto ve-la de novo! Pedimos ao nosso "novo" guia que nos guiasse ate os escritorios da companhia dele porque o Kien nos tinha dito que a camara estava la. Quando la chegamos, o suposto escritorio estava fechado. Disse que nao podia fazer nada e que teriamos de voltar la amanha. Mas aquilo parecia um escritorio que ha muito nao era usado. Os 7 dizemos-lhe que nao o deixavamos ir embora ate ele nos dar a camara. Ele comeca a pegar o telemovel e a fazer chamadas.. com o telemovel desligado. Ai tenho a ideia de fazer com que ele faca alguma coisa.. comeco a fazer contas de cabeca e digo-lhe... "se encontrares a minha camara, eu dou-te um milhao de Dong (42euros)". O Jonathan concorda e ele de repente fica com um ar pensativo. Repito... "um milhao de Dong, em dinheiro, hoje". Comeca a fazer chamadas (desta vez com o telemovel ligado!), e passado um bocado diz... "esta numa mota ali estacionada. Ja venho". O Jonathan e o Ben foram com ele para ter a certeza que ele nao fugia de nos. Estivemos ai 1hora espera deles. Entretanto uma senhora de idade com um menino ao colo abre-nos a porta do escritorio (o que estava fechado) e deixa-nos sentar la enquanto esperamos por ele. Brincamos com o miudo que joga as escondidas connosco. No entanto eu e a Nick estavamos preocupadas porque os nossos "mais-que-tudo" estavam algures com um guia que nos tentou passar a perna. Passado um pouco eles voltam sem a camara. O Jonathan diz-me no entanto que acha que desde que se falou em dinheiro, que o guia quer mesmo encontrar a camara mas quem a tinha de momento vivia longe e nao podia ir a Hanoi entregar a camara. Desesperados nao sabemos o que fazer. Ele pede-nos que fiquemos em Hanoi ate ao dia seguinte e promete-nos que nos da a camara no dia seguinte, e que lhe pagavamos so quando tivessemos a camara. No entanto tinhamos de ir mudar as datas da camioneta (que ja tinhamos pago) e ele foi connosco ate a agencia de viagens. La, a senhora diz-nos que nao pode mudar as datas com tao pouco tempo de aviso e que se nao formos, teriamos de pagar outro bilhete (que seria mais um milhao de dong). A recepcionista fala com o nosso guia e pergunta se ele nao pode mandar a camara por correio no dia seguinte. Ele diz que sim.. o problema agora seria como lhe pagar... Depois de muita discussao, arriscamos a dar-lhe o milhao de dong, sem a camara, mas com a promessa dele que mandaria a camara para Hoi An, o nosso proximo destino. Assim que chegassemos a um hostel, ligavamos-lhe e diziamos a morada e ele mandava a camara. Ele mostrou-nos a fotografia do filho (que era o miudo com que tinhamos brincado) e os detalhes do BI dele, para nos acreditarmos nele. Trocamos numeros de telefone, e atencioso, esperou pela nossa camioneta e ajudou-nos com as malas. No fim de contas, ele sem contar, "ganhou" um milhao de dong naquele dia q foi-se embora todo contente. Eu e o Jonathan estavamos esperancados em ver a camara de novo, embora os outros 5 nao acreditassem nisso.

Finalmente estavamos na camioneta depois de um dia cheio de emocao. A camioneta Camel Bus era excelente. Com 3 filas de beliches (em largura), mesmo que nao muito largas, foi o suficiente para ter uma boa noite de sono. A America do Sul podia comecar a pensar neste tipo de camionetas... nao que eu tenha nada contra as camionetas da America do Sul!! muito pelo contrario, mas penso que camionetas com camas e sem duvida um invencao espectacular para viagens nocturnas. Depois de uma boa viagem de camioneta chegamos a Hue, onde tivemos de mudar de autocarro para Hoi An, via Danang. A rota pela costa era muito bonita, com o mar sempre a acompanhar-nos. Chegamos a Hoi An, finalmente, depois de uns 3 dias muito atribulados!

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Laos II - Vang Vieng, Vientiane e a chegada ao Vietname

Depois de ouvirmos imensas opinioes positivas sobre Vang Vieng, decidimos ir visita-la. A maior atraccao desta vila e o "tubbing", que e suposto ser fora do normal. Apanhamos uma carrinha de Luang Prabang ate Vang Vieng... talvez uma das mais estranhas. No inicio o condutor parecia nervoso.. em colinas guiavamos a 20km/h... e o homem tinha de parar para "urinar" toda a hora.. e nao pensem que ele ia po meio do mato...nao.. fazia ali mesmo perto da carrinha! Embaracados, eramos ultrapassados por camioes TIR e outras carrinhas do mesmo tipo. A velocidade acabou por nao ser muito preocupante porque realmente a estrada tinha curvas que ate me faziam transpirar de medo.. Acho que ninguem dormiu durante as 7 horas de viagem! Mas nao foi so isso, nao iamos ja atrasados (a viagem era suposto so durar 5 horas), mas ele tomava o seu tempo em longos entrevalos em restaurantes. Eu perdi a vergonha e ate lhe pedi "Can we go now?", mas ele disse "more 20minutes"... Pensam que acabou por aqui? Ha ainda mais um episodio nesta viagem: a meio do caminho ele parou a carrinha no meio da estrada e foi comprar um bicho que parecia um esquilo voador morto...Surreal

Duas horas atrasados finalmente chegamos a Vang Vieng. Nao tinhamos reservado nada e andamos a procura dos locais que o "Lonely Planet" recomendava... problema e que em Laos notamos que os precos tinham crescido imenso nos ultimos dois anos.. Por exemplo, uma quarto que costumava custar 40.000kip (3,5 euros) agora custa cerca de 60.000 se nao 80.000kip. Depois de procurar, encontramos um bom quarto por 80.000 (7euros) com vistas espectaculares para o Rio Nam Song, com colinas de calcario no fundo... lindissimo! Aqui ficam algumas fotos:

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O nosso hostel e o grande edificio a direita

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Vang Vieng

Infelizmente a vila esta cheia de viajantes, e esta bastante comercializada e direcionada para o turismo de 18-30. Mas, hey, quem sou eu para falar... eu sou um dos viajantes aqui...

A noite fomos jantar num dos restaurantes a beira-rio com almofadas para nos sentarmos.. Muito confortavel e relaxante! Depois de uma boa refeicao, quando formos a pagar havia um erro na conta... a nosso favor... basicamente 50.000 (4,5 euros). Para celebrarmos, nos os 7 fomos tentar os bares locais, sendo o "Bucket Bar" (Balde Bar) a primeira paragem. A beira rio e atraves de uma ponte de madeira que parecia que ia cair a qualquer momento, o bucket bar tinha 4 plataformas de madeira com espreguiçadeiras e com uma fogueira no meio. Com os nossos ganhos (4,5euros para os 7) fomos ate ao bar para comprar uns baldes de whisky-cola-red bull (M150, ilegal em toda a europa e america). Este bar tinha uma promocao que era: por cada 3 raparigas davam-nos um balde de gratis... como eramos 5 tentamos puxar para 2 baldes gratis.. com os outros 50.000 compramos mais 5 baldes (era 10.000 cada um). Com uma excelente localizacao, excelente atmosfera de festa, e sem pagar um tostao... tivemos uma excelente noite! :)

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No dia 22 de Marco, acordamos todos um pouco tarde do que e habitual, mas tinhamos combinado ir fazer o tubing de qualquer forma. Na noite anterior a Lianne e a Saz tiveram uma tremenda discussao deixando o grupo um pouco "balancado", e a Lianne acabou por nao ir ao tubbing connosco porque nao se "sentia muito bem". Tubing em Vang Vieng e basicamente estarmos sentados numa borracha fluctuante (tubo) e vamos descendo o rio com a corrente... mas para apimentar o tubing, em Vang Vieng, existem bares nas margens vendendo cocktails, cervejas, sandwiches, com musica, e tambem tem enormes cordas, tipo rappel, ou baloico onde obrigatoriamente caimos na agua. Infelizmente nao tenho fotos porque nao queria estragar a nossa camera fotografica.. mas a Nick tirou algumas fotos.. brevemente serao postas no hi5 ou Facebook!

A atmosfera era, no entanto, muito estranha. A uma da tarde ja estava toda a gente bebeda.. e parecia o club dos 18-30 anos, com as raparigas e rapazes todos tolos a esfregarem-se... nao era o tipo de viagem que tinhamos planeado... Depois de observamos a loucura que ia naquele rio abaixo, era tempo de relaxarmos, a medida que os bares iam desaparecendo... Momentos hilariantes foram acontecendo a medida que desciamos o rio, porque a Nick mal se via no seu tubo, e a Alice (chamada desde ai 137, porque era o numero dela de ordem no tubbing) estava sempre parada entre as pedras e nao se conseguia mexer. Nos tinhamos de devolver os tubos as 18h, se nao teriamos de pagar uma multa.. e nos sabiamos disso, nao sabiamos e que demorava tanto tempo a descer o rio... e as 17h40 ainda estavamos bastante longe de chegar a recta final. Acabamos por pedir boleia a um tuk tuk com mais pessoas e chegar a tempo!

A noite jantamos num muitos restaurantes com a serie "Friends" na televisao... estavamos exaustos depois do tubbing! Conselho: visitem Vang Vieng o mais depressa possivel porque esta-se a tornar demasiado comercial...

Dia 23 de Marco tomamos o pequeno almoco num dos bares que olham o rio.. iamos depois apanhar a camioneta para Vientiane, a capital de Laos. Com almoco nas mochilas apanhamos um tuk-tuk para a central de camionetas. Quando la chegamos haviam imensas opcoes para ir para Vientiane: ou de tuk-tuk-carrinha, ou de camioneta local, ou de camioneta VIP. Decidimos pela camioneta local.. afinal de contas nem parecia assim tao ma para 30.000kip (2.7euros). Talvez nos anos 60 esta camioneta teria sido das melhores em Laos, mas agora o mau cheiro e o ar desgastado tornaram esta camioneta num pedaco de sucata. Mas hei... tinha ventoinhas (sim ventoinhas) e, claro, uma televisao com karaoke Tailandes...! Isso foi uma coisa que reparamos aqui no sudeste da asia... nao importa se os assentos sao confortaveis, se cheira mal, se toda a gente tem de estar em pe... se tiverem uma televisao com karaoke e um bom sistema de som.. e o que interessa... primeira classe!

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Camioneta para Vientiane

Finalmente partimos as 12h30.. a camioneta nao parecia muito cheia.. melhor assim. Tao depressa me engano... A camioneta vai fazendo paragens e "recolhendo" pessoas na rua.. tao depressa a camioneta fica cheia. As pessoas de Laos tao pouco sao timidas: se ha dois assentos, cabem 3 bem aconchegadinhos (mesmo que nem se conhecam); um deles ate pousou a cabeca no ombro da nossa amiga Lianne enquanto dormia! Chegamos a capital umas 3 horas depois. Apanhamos um tuk tuk para o centro com outro holandes que se "colou" a nos. Depois de procurar e procurar, finalmente encontramos um hostel para a nossa carteira.. inicialmente nao conseguiamos acreditar quao cara era aquela cidade! Depois de um bom banho fomos tratar de arranjar camioneta para o Vietname, e depois fomos jantar num dos restaurantes baratos a beira rio. Enquanto jantavamos observavamos uma tempestade de trovoes.. depois reparamos que eles estavam a vir na nossa direccao. Quando o nosso jantar veio, veio tambem a tempestade para a nossa "barraca" e tivemos de nos despachar a comer e correr dali pra fora. Haviam ventos fortes, chuvas e trovoes por todo o lado! Mesas, cadeiras, toalhas voavam por todo o lado e os empregados do restaurante tentavam de tudo para manter o local o mais intacto possivel.

No dia seguinte passeamos por Vientiane, porque o autocarro era so as 17h00. Queriamos ir ao mercado tradicional mas nao o conseguiamos encontrar. No mapa apontava na direccao correcta, mas em vez de um mercado, havia um shopping... aconteceu que o mercado agora se tinha transformado num shopping com ar condicionado de mau gosto. Ainda havia algumas "barracas" do lado de fora, mas nao muitas. Caminhamos no calor torrido para conhecermos a cidade antes de irmos. Ja tinhamos ouvido falar que Vientianne nao era nada de especial... e comprovamos o mesmo.

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Vientiane

As 17h00 entao estavamos na agencia de viagens onde compramos os bilhetes a espera da carrinha que nos iria levar a central de camionetas. A camioneta so partia as 19h.. por isso ainda tinhamos 2 horas de espera ate a camioneta sair. Sentamo-nos confortavelmente enquanto as nossas mochilas iam nos ultimos assentos da camioneta. Surprise surprise, as 18h30 entram mais 25 pessoas numa camioneta que nao estava vazia. Indignados gritamos ao condutor e ao seu ajudante que nao podiam levar tantas pessoas.. mas nenhum deles falava um minimo de ingles.. ou pelo menos pretendiam que nao falavam. No final todas as pessoas couberam na camioneta. As "malas" que estavam nos ultimos assentos cedo vieram para o corredor da camioneta.. ou seja, nao nos podiamos mexer ou sequer sair do nosso assento nas proximas 22 horas. Nas nossas primeiras de horas de viagem vimos dois acidentes na estrada.. onde os corpos ainda estavam a vista de qualquer um. Um dos corpos ate tinha a cabeca noutro sitio... Se a viagem de camioneta nao tinha corrido muito bem, agora estavamos todos caladinhos e so queriamos era chegar ao Vietname sem nenhum acidente. Como disse anteriormente, no sudeste da asia eles adoram as suas musicas... e esta viagem de camioneta nao foi diferente. Pior de tudo, eu acho que eles so tinham um CD, que tocaram a noite toda vezes sem fim. Outro facto engracado e que durante a noite paravamos tambem para dar "boleia" a amigos do conductor que se sentavam em cima das nossas mochilas.. quase impossivel de dormir. Mas como eu digo a mim propria: "E tudo parte da experiencia".

Chegamos a fronteira entre Laos e Vietnam tres horas e meia mais cedo, porque a fronteira so abria as 7 da manha, salvo erro. Pensei, estupidamente, que seria a altura ideal para dormir um pouco. Primeiro as luzes estiveram acessas a noite toda, e depois havia gente a sair e a entrar no autocarro a toda a hora (e obviamente a subir entre as mochilas que estavam no corredor). A uma certa hora, so ouvimos uma moto em velocidade e um homem com uma pistola atirar.. nao sabemos o que se estava a passar porque estava de noite..

Finalmente chegamos ao Vietname onde a paisagem era bem mais verde e tropical. O Vietname e, concerteza, o pais do arroz. Em todo o lado ha plantacoes de arroz, provocando uma paisagem verde e lindissima. O trafego na estrada e louco (faz lembrar Marrocos). A buzina aqui e para avisar que se vai ultrapassar ou que ha possibilidade de acidente! Todavia, depois de 27 horas numa camioneta abarrotada de gente, chegamos a Hanoi, a capital do Vietname.

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Laos I - Luang Prabang


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Laos nao era um pais que no inicio tinhamos decidido visitar. Sabiamos que era um pais bastante recomendado, mas se queriamos ir visitar a Malasia e Singapura nao teriamos tempo para ir a Laos. Mesmo assim, arriscamos, e chegamos a Luang Prabang, depois de dois dias num barco-lento, la chegamos no dia 18 de Marco, no final da tarde. Desta vez nao havia miudos a tentar roubar malas, nem gente a atropelar-se a tentar "vender-nos" um lugar num hostel, como em Petpang. Tudo muito tranquilo. Depois de algumas propostas de hostels, decidimos ignorar todas e ir dar uma "passeata" pela "cidade" a ver diferentes precos. Acontece que estavamos a espera de algo muito mais barato... mas acabamos por encontrar um quarto por 80.000kip (7euros) por noite/quarto.

De banho tomado e depois de um descanso mais que necessario, fomos explorar o centro Luang Prabang, cidade com influencias francesas. Esta "cidade" e sem duvida charmosa, linda, maravilhosa, inspiradora... sem palavras. O toque colonial assenta-lhe como uma luva. Os restaurantes, as lojas, o mercado.. tudo parece tao autentico e acolhedor. Acabamos por jantar no mercado da rua onde eu e o Jonathan comemos um peixinho grelhado do melhor. As raparigas estavam tolas com o mercado de rua e queriam comprar tudo que viam mas la se controlaram.

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No dia seguinte, fomos visitar o templo ao lado do nosso hostel. Um dos muitos em Laos... Para vos ser franca ja estou tao "habituada" a ver templos que todos me parecem iguais... mas e sempre uma boa maneira de comecar o dia... Depois fomos comer um "crepe" para pequeno almoco, e depois decidimos alugar bicicletas e guiar pela cidade. O Ben seguia em frente com o mapa, e nos os 6 seguiamos atras tentando nao ser atropelado pelas imensas bicicletas e motas a nossa volta. Foi uma manha divertidissima. Paramos num sitio onde pensavamos ser um cafe, e quando entramos era um "beer garden" e um resort. Entao tinha jardins a beira rio com cadeiras e baloicos... lindissimo, o lugar ideal para relaxar. Depois continuamos a nossa viagem pelas margens do rio mekong.

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Um templo em Luang Prabang

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19_mar_beer_garden.jpg19_mar_beer_garden1.jpg19_mar_bike1.jpg
Beer Garden

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A noite repetimos de novo o peixe grelhado e a visita aos mercados... continuando sem comprar nada :( "No money, no funny".

Todos os dias em Luang Prabang por volta das 6h00, "centenas" de monges caminham nas estradas em linha recolhendo comida e presentes dos locais. Deste modo, decidimos acordar cedo e ir ver os monges com os seus robes cor-de-laranja perto do templo que tinhamos visitado no dia anterior. Foi espectacular ver tantos monges a recolher principalmente arroz dos locais com o nascer do sol por tras :). O Jonathan nao conseguia parar de tirar fotografias mas ao mesmo templo sentiamo-nos "envergonhados" por estar a "pertubar" tal ritual.

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De seguida voltamos para a cama. Mais tarde seriamos acordados pois tinhamos combinado no dia seguinte irmos as cascatas de Koung Si. No entanto, primeiro tomamos pequeno-almoco (um crepe outra vez), e compramos baguetes (para mim e para o Moff, compramos baguetes de manteiga de amendoim para lembrar os "velhos" tempos na Nova Zelandia). Depois apanhamos uma "carrinha(?)-tuk tuk" para as cascata. A viagem demorou cerca de uma hora, passando por aldeolas, criancas a ir de bicicleta para a escola (e acenando todas contentes), e ate vimos um elefante enorme a caminhar no meio da rua.

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Quando chegamos as cascatas ficamos impressionados. Pensavamos que era uma ideia-barata que os locais nos tentavam vender, e que haveria uma cascata, mas nada de especial. Primeiro havia um refugio de ursos, o que nao estavamos a espera, e depois havia imensas lagoas que derivavam da cascata, mas lindas. Cada lagoa tinha imensas arvores e plantas. Comemos o nosso almoco a beira da cascata principal, enquanto borboletas voavam a nossa beira. Podia-se nadar nestas aguas limpas a vontade. Uma delas tinha uma corda em que podias saltar para a agua como o "rei da selva" e tambem podiamos saltar da cascata. Nao satisfeitos, subimos ate ao topo da cascata para ver as vistas de cima... mas estava muito nevoeiro, sendo um esforco sem efeito :(. Depois do esforco, era tempo para descermos a uma das lagoas e irmos a um mergulho! Um dia muito bem passado e que recomendo a qualquer um!

Luang Prabang foi sem duvida sensacional. Agora seguimos para Vang Vieng para mais aventuras na agua!

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Tailandia - Laos

atravessar a fronteira nem sempre e facil


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Acordamos as 9h30 pois tinhamos de fazer o checkout as 10h. No dia anterior tinhamos organizado a nossa ida para Laos com a nossa guesthouse. Ir para Laos nao e assim tao facil como normalmente tem sido. Para ir de Chiang Mai ate Luang Prabang (em Laos), temos que apanhar um autocarro para a fronteira e dai apanhar um barco que demora 2 dias a chegar a Luang Prabang. Podiamos chegar em um dia, indo num barco rapido, mas este barco nao e aconselhavel pois e bastante perigoso, desconfortavel e acima de tudo, mais caro. Deste modo, vamos apanhar um barco lento com paragem na vila de Patpeng, em Laos, para dormir. Ao meio dia chega a nossa carrinha que nos leva para a fronteira. Na mesma carrinha ia a Lianne, a Alice (que tinha conhecido no trek em Chiang Mai) e a Saz. As tres estao a viajar juntas. Entram tambem outras 3 raparigas inglesas (nao sei o nome, chamemos-lhes trio england), um rapaz do Canada e outro casal. Eu e o Jonathan entramos logo em empatia com a Lianne, Alice e Saz. As 3 tambem sao bastante diferentes. A Lianne e meia louca e so gosta de se divertir, a Alice e muito calada mas gosta de experimentar tudo, e a Saz e de origem Indiana e e a mais "posh" delas todas.

A viagem de carrinha demorou cerca de 6 horas. A chegada na fronteira fomos separados. Eu e o Jonathan ficamos num quarto muuuuuito foleiro, e o resto da carrinha, soubemos mais tarde, foi para uma hostel toda bonita. A chegada vimos a Nick e o Ben, que tinhamos conhecido tambem no trek em Chiang Mai. O nosso quarto foi o pior que ja tivemos ate agora. Eu preferia estar num dormitorio com 24 pessoas (como no Rio) sem casa de banho do que estar num quarto que parece que vai cair a qualquer momento. Para verem que nao estou a exagerar, aqui vao algumas fotos:

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Depois de descansar um pouco, organizamo-nos para um jantar que estava incluido no preco. O jantar seria servido entao no hostel todo bonito que o resto das pessoas ficaram. Jantamos c a Nick e o Ben e tambem conhecemos um casal irlandes que ia no barco rapido em vez do lento. Eram os unicos. Nos os 6 estavamos todos no hostel "podre de velho". Nao gostamos que o resto do grupo tinha ficado em melhor alojamento que nos, mas no final da noite so nos riamos com a situacao e que "fazia tudo parte da experiencia". No final, acabamos ate por ter uma boa noite de sono.

No dia seguinte, dia 17 de Marco, levantamo-nos e uma carrinha levou-nos para o "hostel-bonito" onde tomamos pequeno almoco. Estavamos todos nervosos e excitados por atravessar a fronteira e curiosos acerca do barco lento. Depois do pequeno almoco caminhamos ate a imigracao, apanhamos um barco por 1 minuto para atravessar o rio e estavamos em Laos! Tratamos do visto, que custou 35dolares e prenchemos imensos cartoezinhos relativamente a nossa estadia. O costume. Depois fomos levados nesta carrinha ate um restaurante, nao para comer, mas para organizar o grupo todo de pessoas que iam com aquela determinada agencia. Quando chegamos, pediram-nos os nossos passaportes e tivemos de esperar ate que toda a gente tivesse feito o mesmo. Eramos prai uns 80 no total. Enquanto esperavamos, eu, o Moff, a Lianne, a Alice, a Saz, Nick e Ben brincavamos com a situacao. Um grupo de amigos se comecava a formar ali.

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Nascer do sol do nosso hostel

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O barco que tivemos de apanhar entre a fronteira da Tailandia e Laos

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Por ordem: Alice, Lianne e Saz em Laos enquanto esperavamos pelos nossos passaportes

Por fim la nos deram os nossos passaportes mas um dos "empregados" da agencia de viagem fez-nos um discurso que atribulou o grupo. Comecou por dizer que a dois anos atras que o barco-lento so levava cerca de 40-50pessoas por dia, mas que agora levava cerca de 120. Mas avisava-nos que so um barco saia de la por dia, e que muitas vezes nao havia espaco para toda a gente. Tambem avisou que em Patpeng as pessoas costumavam ser muito boas, mas que agora eram mas e so queriam dinheiro dos turistas. Adicionou que muitas malas eram roubadas em Patpeng e outros que mais. Continuava a dizer que era nosso amigo e que so nos queria ajudar. No entanto depois tambem disse que agora havia uma estrada que ligava a fronteira a Luang Prabang, que demorava 12 horas mas que custava mais 600Baht.

Ignoramos e, nervosos, decidimos ir no barco-lento. No entanto, metade ficou cheia de medo e foram de camioneta. Melhor assim, menos gente no barco. Descemos a rampa que nos levava ate ao barco e, surprise surprise, havim 2 barcos lentos que tinham imenso espaco e os bancos nao eram feitos de madeira, mas sim cadeiras plasticas, ou confortaveis assentos. Sentamo-nos em cadeiras plasticas. Poucos minutos depois ja estavamos a conhecer mais gente. Conhecemos um grupo de 4 rapazes ingleses que andavam a viajar e 2 casais amigos cujas esposas eram ambas Tailandesas. Estes 2 casais traziam uma caixa cheiinha de comida que partilhavam amigavelmente comigo e com o resto das raparigas. Ate cerveja compraram pra nos. Ate nos sentiamos mal mas eles diziam: "If you are happy, I am happy. I like to see people smiling". Sim, eles eram tailandeses..."the land of smiles" como diz o slogan de promocao ao destino Tailandia.

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O "barco-lento"

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Uma das paisagens durante a viagem de barco

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Os dois casais que nos alimentaram durante a viagem de barco

Chegamos a PatPeng por volta das 18h, onde passariamos a noite e no dia seguinte continuariamos a nossa viagem de barco ate Luang Prabang. Assim que "ancoramos" imensas criancas entraram no barco a pedir para levarem as nossas "pesadas mochilas". Dissemos que nao. O Jonathan e os outros foram buscar as malas enquanto eu guardava os pertences deles. De acordo com eles, ir buscar as malas foi o inferno: "It's like being in a battle field", disseram. Acontecia que as criancas pegavam nas malas e as lancavam para outro barco pretendendo rouba-las ou "obrigar" o dono a pagar-lhes um tanto porque eles tinham carregado a sua mochila. So se ouvia "Grab that kid" (agarra essa crianca), entre outras. Depois de finalmente termos as nossas malas, enquanto subiamos uma rampa de areia, imensas pessoas puxavam-nos a pedir para ir para a pensao deles, ou puxavam-nos para levar as nossas malas... uma tremenda confusao. Assim que subimos a rampa e descansamos, so nos riamos com a situacao. Prestamos atencao a uma das meninas com fotografias de uma pensao, acordamos no preco e seguimo-la. Era um pouco longe, mas as condicoes eram boas e tinham quarto para 7 pessoas. Depois de descansar, saimos para jantar e explorar Patpeng. PatPeng devido ao "barco-lento" vive do turismo, entao todos os restaurantes chamam-nos constantemente a espera do cliente. Acabamos por jantar num restaurante indiano que tinha precos acessiveis. Acabamos por ter uma refeicao deliciosa! mnhum mnhum xxx

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No dia seguinte, 18 de Marco, acordamos cedo para termos um bom lugar no barco. O barco era suposto sair as 9h30, mas quando la chegamos as 8h45 ja os "melhores lugares" estavam tomados. Acabamos por ficar em cadeiras de plastico outra vez. As 9h30 o barco estava cheio. Em vez de irem 2 barcos, foi so 1, juntando imensas pessoas juntas que tiveram de se sentar no chao, ou em pequenos bancos de plastico para criancas. Aqui fica uma foto de Patpeng e de um monge que tentava "ajudar" as manobras do barco.

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A viagem de barco desta vez demorou mais tempo, demorando 11 horas a chegar a Luang Prabang, mas ja estamos habituados de longas viagens :). Finalmente chegamos ao destino!

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Tailandia II

Chiang Mai


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Chegamos a Chiang Mai no meu aniversario. Assim que saimos do comboio encontramos um homenzinho com o meu nome escrito para me levar para a guesthouse que tinhamos organizado, SK House II. Esperamos um pouco para ele tentar arranjar mais clientela. Por fim, iamos 6 num grande tuk tuk. A gusthouse parecia ficar um pouco longe, mas assim que la chegamos todas as preocupacoes se foram. Era uma excelente guesthouse :). O nosso quarto era espacoso, limpo e tinha televisao. Descansamos, mas logo nos arranjamos para ir visitar a cidade.

Depois de nos perdermos vezes em conta, la encontramos o templo mais famoso do Norte da Tailandia, Wat Phra Sing, que nos deixou um pouco desapontados depois de visitar Wat Pho em Banguekok. Visitamos tambem outros templos mas eles agora ja se estao a parecer muito uns com os outros...:/. Voltamos para a guesthouse porque tinhamos uma reuniao as 18h acerca do trek que iriamos fazer no dia seguinte. Assim que chegamos fomos levados num tuk tuk - carrinha ate a SK House I, uma guesthouse da mesma familia que a nossa. La conhecemos algumas das pessoas que iam fazer o trek: Vanessa e o Cris, um casal da Alemanha; Jenni e Dennis, outro casal alemao; Hege e Oddi, um casal da Noruega; e o Matthieu, um frances. A nossa guia chama-se Olli, e esta sempre a tentar fazer piada de tudo. Parece que vai ser um bom trek. Olli tambem nos informa que ha mais 2 raparigas que vao connosco, mas que so chegam mais tarde. Depois de todos os avisos de seguranca e de relembrar o itinerario, somos transportados outra vez para a nossa guesthouse. Como era o meu aniversario, pensamos ir ao centro, ao mercado da noite (night market) e ver alguns restaurantes por la. A explorar o mercado, encontramos o Kalare Food Center, uma especie de foodhall cheio de pequenos restaurantes que vendiam comida de diferentes paises: vietname, india, tailandia, laos... mas o que chamava a atencao neste corredor era um palco com pessoas a actuar de gratis. Decidimos jantar por la.. Depois de jantar fui receber o meu presente de aniversario: uma massagem corporal por uma hora que me custou.... 3euros! :) Agora estava pronta e fresca para os proximos dias na floresta!

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Wat Phra Sing e outras fotos de Chiang Mai

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Chiang Mai a noite

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Kalare Food Hall

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No dia seguinte, 14 de Marco, levantamo-nos cedo e fomos levados para a SK House I para ir buscar os restantes "companheiros de viagem". Ai conhecemos mais 2 raparigas inglesas que tambem iam fazer a "viagem" connosco: Rachel e Georgia. Devagarinho comecamo-nos a conhecer uns aos outros durante a viagem ate ao Norte de Chiang Mai. Depois de 2 horas de viagem, chegamos ao lugar onde teriamos de comecar a marchar. Depois de 1h30 la chegamos a cascata... (ca pra nos, estava a espera de algo melhor). Depois de uma grande caminhada, soube bem banhar nas aguas geladas da floresta. No entanto, meia hora depois era hora de continuar a marcha por mais 1h30, entre calhaus e rochas e pontes de suspensao, a 2parte da marcha foi um pouco mais complicada, mas toda a gente chegou bem ao "abrigo" onde iriamos pernoitar. Aqui ficam algumas fotos:

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Trek na floresta
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Onde pernoitamos

Quando la chegamos fomos pousar as nossas "mochilas" e depois fomos explorar a area.. Havia uma vila nao muito longe do abrigo que decidimos ir visitar para "matar tempo". Quando voltamos era quase hora de jantar (onde comemos um curry de galinha). Depois de jantar, enquanto alguns foram dormir na nossa "cama comum gigante", eu, o casal noruegues e o Mathieu ficamos na conversa a falar sobre a cultura britanica. O Moff, no entanto, foi pescar camarao e caranguejo com o resto dos locais. A Hege estava tambem assustadissima porque havia uma aranha gigante perto das escadas que vao para o nosso "quarto" e havia outra ainda maior no tecto da "cozinha". No mesmo abrigo havia outro grupo de pessoas que estavam a fazer o trek de 3 dias (em vez de 2). Reunimo-nos a volta da fogueira com eles e la conheci o Francesco, um italiano que adora Portugal e a comida portuguesa, a empatia, entao, foi natural. Tambem conhecemos outro casal, Nick e Ben, da inglaterra, e mais duas inglesas, Lianne e Alice.

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No dia seguinte, levantamo-nos e caminhamos por 1h30 onde uma carrinha nos esperava. Iamos entao dar uma volta de elefante. Almocamos primeiro onde Olli me deu a experimentar outra comida tailandesa, Pad Thai. Nunca fui fa de noddles, muito menos de vegetais.. mas Pad Thai de certeza que me conquistou. "Ainda ha mais?". Depois de brincar com elefantes, era hora de ir dar uma volta com eles. Eu e o Jonathan compramos 2 "trocos" de bananas visto que o nosso elefante estava sempre a comer. Ao mesmo tempo que estava contente por estar num elefante, estava tambem preocupada como ele era tratado. Sei que so faz cerca de 1 hora por dia... mas o meu era cego de um olho, e os elefantes a minha frente era "chicoteados" com um pau sempre que paravam... Ao mesmo tempo, sei que se nao fosse pelo turismo, que os elefantes estariam a fazer outro tipo de trabalhos pesados, como arrastar troncos de arvores. Ao menos assim, penso eu, os alimentavamos e so "trabalhavam" por uma hora...

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Depois dos elefantes preparamo-nos para o "white water rafting". Dividimo-nos em duas equipas e la fomos nos com toda a energia abaixo o rio. Os locais la paravam para nos acenar ou atirar com agua amigavelmente. Acabamos por ir todos pra agua e brincar com os miudos euforicos. Foi uma tarde sensacional. Depois do rafting fomos visitar uma tribo. Eles tem uma teoria de casamento muito estranha. Olli contou-nos que os homens solteiros batem a porta de casa de uma mulher solteira, e ela tem de os deixar entrar tendo relacoes sexuais com ele. Quando ela fica gravida, ela e que decide quem e o pai da crianca, obrigando-o a casar com ela. Depois da tribo la voltamos para a "carrinha" e ainda demorou 2 horas ate estarmos de volta a Chiang Mai.

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Trocamos emails com o restante grupo e combinamos ir ao famoso mercado de domingo (Sunday Night market), que ocupa 3 principais ruas de Chiang Mai. Depois de um banho estavamos prontos para sair outra vez. Encontramo-nos com ambos os casais alemaes e o casal noruegues. Quando chegamos ao lugar do mercado nem queriamos acreditar. O mercado era enorme e lindissimo! Ate havia comedores dentro da area dos templos, e havia "lojas" para todos os gostos e feitios. Triste e frustrada nao podia comprar nenhuma das coisas que os outros 3 casais compravam. No entanto, os 3 casais estavam na Tailandia so por 2 semanas, eu ainda tinha 6 semanas mais de viagem... a ideia consolou-me. Acabamo-nos por perder dos casais alemaes, mas nao me importei porque a Hege e o Oddi eram um casal muito interessante. O Oddi tinha uma cultura geral sensacional e trocamos imensos pontos de vista politico e religiosos. Talvez um dia teremos de ir a Noruega para os encontrar outra vez. O convite foi feito! Este dia foi excelente desde o inicio ate ao fim. Chegamos a guesthouse estourados, mas o dia seguinte comecava uma nova etapa: a viagem ate Laos.

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Tailandia I

Banguekok

Chegamos a Banguekok as 23h00, dia 8 de Marco. Nao tinhamos reservado nenhum sitio para ficar. Compramos entao um cartao telefonico para ligar a familia, e tambem para ligar as hostels que estavam no Lonely Planet a ver se conseguiamos um quarto onde ficar a noite. Tinhamos um quarto no Khao San Palace por 800Baht (17euros) por quarto. Achamos caro, mas nao podiamos ser esquesitos aquela hora da noite. Seguimos para a fila de gente que se encontrava a espera de um taxi. Ai dei-me conta que estava num pais onde ate o alfabeto era diferente, quanto mais perceber alguma coisa que eles dissessem. Era a primeira vez, em toda esta viagem, que tal tinha sucedido.

O taxista era muito simpatico e falava “little english”. No entanto percebia onde nos queriamos ir, e isso era so o que interessava. Chegando a area do nosso “hotel”, surprise surprise, nao conseguiamos encontrar o hotel. Feitos turistas, com o guia do Lonely Planet na mao e a tentar perceber onde estavamos, caminhamos na area de Khao San Road abismados com o que estavamos a ver. Khao San e uma area de Banguekok em que e so mochileiros, e onde a festa e continua. Montes de carrinhos a vender comida, batidos de fruta, malas roubadas ou sacos de cama, Khao San deixou-nos de boca aberta. Sim, estavamos na Asia. Ao caminhar por uma das ruas encontramos um hostel que se parecia com o nosso, mas nao era. No entanto tinha um quarto duplo por 580Baht (12euros) e entao decidimos ficar la, no Rambutri Village Inn. Finalmente podiamos dormir!

No dia seguinte, 9 de Marco, levantamo-nos cedo e fomos explorar a zona de Khao San. Queriamos tentar encontrar um hostel ainda mais barato, mas na mesma zona. Depois de muitos sinais indicando que o hostel estava cheio, encontramos o “Bella Bella hostel” que era metade do preco, 275Baht (5.8euros). O quarto era basico e tinhamos que partilhar casa de banho, mas o preco estava em conta. Mudamos de hostel. Tambem tratamos do nosso visto para o Vietname, que tinha de ser tirado com antecedencia e obrigando-nos a estar em Banguekok mais 3 dias.

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A nossa rua
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Khao San Road durante o dia

A proxima tarefa era experimentar a comida. Nao tinhamos comido nada desde a viagem de aviao e agora era hora de comer a comida tailandesa. Para os que me conhecem, por vezes nao sou tanto reticente a experimentar novos sabores, mas em viagem tenho que ser diferente. Dirigimo-nos a Khao San Road e sentamo-nos num bar para almocar. Para comecar, experimentar um “Chicken curry with Roti”. Nao fazia ideia o que era um Roti. Chegando a comida, nem tive que torcer o nariz. Tinha numa malga de curry, galinha e batata, e o Roti era tipo uma panqueca para molhar no curry. Mhuuuuuummm. Bem bom. Passamos quase a tarde inteira a observar as pessoas a andar de um lado para o outro. Estava demasiado quente para andar a visitar monumentos. Estavamo-nos a habituar ao Sudeste da Asia e aos seus costumes. A noite dirigimo-nos para o mesmo bar e para jantar so comemos melao e ananas. A fruta predomina em Khao San road. A noite, como disse anteriormente, montes de carrinhos a vender comida apoderam-se da rua, outros montam bares ambulantes a vender cocktails, outros vendem t-shits por 2,5euros que normalmente custariam 20euros em Camden Town. Tuk-tuks estao por todo o lado e esforcam-se ao maximo para conseguir clientes. Excelente atmosfera.

Dia 10 de Marco, acordamos determinados a ir a descoberta dos templos budistas de Banguekok. Queriamos ir ao mais importante, Wat Phra Phew, mas nao estavamos vestidos appropriadamente. Entao caminhamos mais um pouco e fomos visitar Wat Pho. Wat Pho e o maior templo e o mais velho de Banguekok. E tambem conhecido por ter o maior buda reclinado (46metros), mas os templos que o cercam sao ainda mais impressionantes. Depois de passar quase toda a manha neste templo, continuamos a caminhar a descoberta.. e acabamos por nos perder neste mercado enorme que devia ter em longitude cerca de um kilometro. Acabamos por descobrir que estavamos perto da Chinatown. Estavamos a procura da estacao de comboios, pois tinhamos de comprar o bilhete para ir a Chiang Mai, no norte da Tailandia. Finalmente, depois de perguntar a muitos condutores de tuk-tuk, la encontramos a estacao. Compramos o bilhete para dia 12 de Marco e viajariamos num “comboio-cama” (sleeper train) durante a noite. Cada bilhete custou cerca de 18euros. Encontramos uma agencia de viagens perto da estacao de comboio e fomos saber quanto eram as “caminhadas” em Chiang Mai pela floresta. Acabamos por comprar um pacote com eles que incluia nao so um trek por dois dias, mas tambem hotel por duas noites. Isto tudo ficou por 53euros/cada. Nada mau. Voltamos para a nossa vibrante Khao San road para jantar. Estavamos aliviados porque agora tinhamos tudo preparado para os proximos 5/6 dias.

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O que nao se pode usar para ir a Wat Phra Phew. "No sexy gear".

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Wat Pho

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Ruas de Banguekok

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O famoso "Budha de ouro"

Dia 11 levantamo-nos e decidimos ir ver o outro lado de Banguekok, o lado empresarial. Apanhamos um ferry por 13 Baht (27centimos) e experimentamos tambem o eficiente metro (50centimos). Quando chegamos ao centro, encontramos so edificios sem estilo ou vida. Decidimos entao ir descansar para o parque Lumphini. No parque encontramos um lagarto enorme, mas pareciamos os unicos abismados pelo animal. Percebemos depois porque... nao havia so um, mas muitos deles no lago. Do parque conseguiamos ver o lado “novo” de Bangkok, onde vive o capitalismo. Voltamos para Khao San pois tinhamos de voltar a noite ao centro de Banguekok para vir a “PatPong night market”. PatPong night market e conhecido como um dos melhores mercados de Bangquekok. Neste mercado nao so se vende as habituais t-shirts, carteiras e relogios de marca a preco da chuva, mas tambem esta rodeado de bares de strip-tease e de “ping-pong” shows. No entanto ficamos um pouco desiludidos, pensavamos que havia algo mais do que isso, comparando com o que se vive em Khao San.

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Fotos tiradas no ferry

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Lumphini park

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Banguekok a noite

No dia 12, aproveitamos o quarto ate ao meio dia (tempo de fazer o “check-out), e literalmente nao tinhamos muito que fazer ate ao 18h, hora em que iriamos receber de volta o nosso passaporte com o visto do Vietname. Basicamente relaxamos num dos restaurantes-cinema a ver o filme “A praia” enquanto comiamos mais um “curry”. Quando ja tinhamos o nosso visto apanhamos um tuk tuk para a estacao de comboio onde partiamos para Chiang Mai as 19h35. Quando la chegamos, toda a gente estava de pe a cantar o hino nacional. A estacao de comboios de Banguekok e bastante engracada. Tem so cadeiras dos lados, mas no meio ha uma seccao para as pessoas se sentarem ou deitarem. Tem tambem imensos cafes em todo o lado vendendo diferentes tipos de snack para levar para comboio. Fomos para o comboio por volta das 19h e ficamos bem impressionados. De cada lado tinha duas camas separadas por um corredor sempre cheio de gente. Mas as camas eram bastante confortaveis com lencois, cobertore e almofada. Dormi que nem uma pedra. Infelizmente, o Jonathan nao dormiu tao bem. Acontece que as luzes nao se apagam no comboio, nem o ar condicionado, e o Jonathan, que dormiu no topo, esteve cheio de frio a noite toda.

Estavamos entusiasmados em ir a Chiang Mai. Nao estava programado ir la, mas como cortamos 2 semanas na expendiosa Australia, agora tinhamos mais tempo para explorar o sudeste da Asia. Ate agora, nao nos arrependemos da nossa decisao.

Dia 13, acordei com um beijinho de "Feliz Aniversario" do Moff. Como presente de aniversario, fui a "casa de banho" para lavar a cara e outras-coisas-que-tal. So a casa de banho foi uma experiencia: o buraco da sanita vai, sem mais nem menos, directamente para os trilhos, o que consegue ser um pouco desconcertante!

Chegamos a Chiang Mai por volta das 10h. A partir de agora estava tudo organizado para nos.. mas sera que correu tudo como planeado?

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Australia III

Whitsundays e Great Barrier Reef


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Depois de uma noite muito bem passada em Mackay, acordamos cedo para continuar a nossa viagem. Estavamos a chegar perto das Whitsundays.. umas ilhas paradisiacas na Australia. O principal destino para se ir as Whitsundays e Airlie Beach. Chegamos la a hora de almoco e arranjamos parque de campismo. Estava muiiiiito calor. Lavamos roupa, almocamos, tomamos um banho e fomos a descoberta. Airlie Beach e uma vila muiiito gira. Como as aguas sao perigosas, tem uma lagoa (gratis de usar) lindissima aberta a noite. A beira-mar esta cheia de barbecues eletricos gratis de usar... e esta tudo tao organizado e limpo!

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Airlie Beach Marina
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Lagoa de Airlie Beach

Marcamos a nossa excursao as Whitsundays. Eu estava tao entusiasmada! Tinhamos de estar na marina as 8 da manha. O barco tinha no max 36 pessoas. Eu fui logo para a proa apanhar um solzinho... chegamos a Hill Inlet umas duas horas depois. Hill Inlet tem uma vista espectacular para a praia de Whitehaven e para as Whitsundays. Aqui ficam algumas fotos:

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Whitehaven

Hey? Niiiiiice!

Quando descemos para ir a praia tivemos de usar uns fatos devido as raias que estavam na agua. Vestimos os fatos e eu e o Moff fomos a procura delas. Durante algum tempo nao conseguimos encontra-las, mas depois nao so encontramos duas, como nadamos "perto" delas com precaucao. Foi uma experiencia fantastica. Depois da praia almocamos no barco enquanto nos dirigiamos para a ilha Hook. Na ilha Hook iamos fazer "snorkelling", que e nadar com oculos e tubo de respiracao. Foi sensacional. Vi um peixe azul que era quase da minha altura. A Julie tambem adorou, mas o Peter la achou a situacao complicada.

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Whitsundays

Tristemente tivemos de voltar a terra para Airlie Beach, e seguimos de instante para Townsville. Em Townsville no dia seguinte eramos para ir a Magnetic Island, mas acabamos por nao ir, visto que viemos das Whitsundays, e estas excursoes sao um bocado caras. Mais uma vez, muito obrigada Julie e Peter! Continuamos em direccao a Cairns. Dia 3 de Marco, nao era so os anos da minha avo Rosa (Parabens vovo!), mas tambem os anos do Peter. Chegamos a Cairns dia 3 pela tarde e escolhemos um parque de campismo. E que parque! Eu e o Moff fomos logo para uma das piscinas para nos refrescarmos porque estava muiiiito calor. Encontramos a Julie e o Peter mais tarde. Arranjamo-nos para sair. Ia finalmente conhecer Cairns! Apanhamos o taxi para o centro da cidade onde jantamos. Estava uma noite excepcional! Jantamos e caminhamos pela beira mar. Cairns tambem tem uma lagoa como Airlie beach e barbecues por todo lado. Cairns tambem tem uma banda sempre a tocar. Muito giro. Tentamos planear a viagem a Great Barrier Reef, mas a Julie e o Peter nao quiseram fazer porque a previsao do tempo nao era muito animadora. Eles iam fazer White Water Rafting. Eu, no entanto, queria ir mesmo a Great Barrier Reef...e o ex lybris da Australia! O Moff acompanhou-me.

A noite anterior a excursao foi muito quente e acordei durante a noite com uns papinhos a nascerem-me na cara. Pensei logo.. malditas herpes. Tinha gasto o creme anteriormente e agora nao tinha nenhum. Nao podia fazer nada, mas devido ao calor parecia que sentia os papinhos a crescer ainda mais na minha cara. Damm it. Estava mesmo furiosa. Acordamos cedo para ver se arranjava uma farmacia aberta antes de ir po cruzeiro.. mas nepias. Decidi tentar esquecer e disfrutar do cruzeiro. Por volta de umas 11h30 ancoramos em Michaelmas Bay. Fomos num submarino, almocamos e depois era a nossa vez de ir fazer scuba diving (mergulho). Estava bastante ansiosa! O treino correu muito bem para mim, mas o Moff, devido a barba, nao conseguiu mergulhar porque havia agua constantemente no nariz. Fui com o meu instructor explorar a Great Barrier Reef. Foi uma experiencia magnifica que tenciono repetir, sem duvida! Depois do mergulho, fizemos so snorkelling.. mas o snorkelling foi tambem fantastico e melhor que o da Whitsundays. Na minha exploracao de corais, sem querer encontrei uma tartaruga enorme e decidi segui-la. Foi fantastico. Os corais daquela ilha estavam mesmo ali ao pe, e tinhamos de ter cuidado para nao tocar neles!

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Great Barrier Reef

Quando voltamos do cruzeiro dirigimo-nos ao centro medico. Pediram-me 55 dolares mais imposto. Pensei logo... nao.. isto deve ser so um herpes. Fui ao farmaceutico e pedi-lhe para dar uma olhada. Disse-me que era um lugar invulgar para herpes... disse que podia ser uma bacteria que me afectou o nervo da cara. Pediu-me para ir ver um medico porque iria precisar de antibioticos. Decidi ir depois. A Julie e o Peter deviam estar no apartamento a nossa espera. Durante o dia, eles entregaram a carrinha de volta e alugaram este apartamento em Cairns para nos todos. Cheguei a casa e estavamos todos muito contentes. O dia deles tambem tinha sido muito bom. Tomei um banho e a Julie foi comigo ao hospital. No hospital pediram-me 185dolares... Disse que nao. Mas liguei ao meu seguro de viagem e surpresa das surpresas, atende-me um jovem portugues: " Nao te preocupes. Vai hospital que o seguro reembolsa. So precisas de pedir a carta e o recibo". Fiquei mais descansada. Voltei ao hospital. Na triagem a minha condicao foi considerada "nao urgente" e esperei 2 horas. Depois fui a informacao onde me disseram que ainda ia demorar umas horas. Decidimos ir todos jantar a um restaurante balines. Quando voltei ao hospital ainda tinha 5 pessoas a minha frente. Por fim la fui atendida. O medico olhou pra mim e nao sabia bem o que era. Pensou o mesmo que o farmaceutico: E uma bacteria que afectou o nervo e desenvolveu-se na cara. Tinha de tomar antibioticos.

No dia seguinte, a Julie e o Peter foram rumo ao aeroporto. Iam-se embora de volta a Inglaterra. Nos ainda tinhamos mais dois dias em Cairns. Previsao do tempo? Chuva. Menos mal.. nao fico com pena de nao poder ir para a praia. Saimos do apartamento debaixo de chuva e fomos procurar um hostel. Eramos de novo mochileiros, so nos os dois. Acabamos por ficar num que tinha internet... estava 4 semanas atras do blog e o papa estava a ficar preocupado com a filhinha que nao dava noticias.

De momento a minha bacteria ainda esta bem activa. So espero que la para os meus anos isto ja desapareca. Amanha, domingo (8Mar) voamos para Tailandia e uma nova jornada comeca... Asia, aqui vamos nos!

PS: Parabens a minha vovo Rosa (que nao me atendeu o telefone :( ), a minha mana querida Nini, e a minha mais-que-tudo vovo Irene.

Posted by Themoffats 02:32 Archived in Australia Comments (0)

Australia II

Hervey Bay and Fraser Island


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Acordamos num parque de campismo nas Montanhas Azuis.. ou pelo menos o recepcionista nos disse porque continuavamos cobertos de nevoeiro. Guiamos para o proximo destino, Port Stephens. A caravana nao anda muito mais do que 100km/h por isso demoramos um pouco a chegar aos destino. Chegamos a Port Stephens e fomos logo para a praia. O problema da Australia e que ir ao mar e extremamente perigoso. Eles aqui tem tubaroes, crocodilos, anemonas mortais e raias. Isto so na agua, porque tem tambem todo o tipo de criaturas venenosas nos bosques. Mas para quem me conhece, eu sou um peixe na agua.. la fui eu nadar nas aguas perigosas da australia.. mas sempre com olho atento..

No dia seguinte voltamos todos a praia mas depois guiamos ate Coffs Harbour. Estes primeiros dias na Australia, na caravana, foram muito guiar o dia todo para chegar a um destino... Muitas horas na caravana... Por isso vou resumir rapidamente em fotos estes "primeiros dias" ate chegarmos a Hervey Bay.

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Port Stephens

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Coffs Harbour

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Byron Bay

Isto de viajar muito de carro em familia tem que se lhe diga. Quando era so eu e o Moff na caravana, tudo corria as mil maravilhas, sem argumentos do tipo: "Eu disse para virar ali", "estamos perdidos" ou sem perder o temperamento um com o outro.. sempre sem stress. Os pais do moff sao um tao pouco diferente... Mas eu entendo.. nao tinhamos o radio a funcionar, e eles nao tinham tema de conversa... entao tudo o que conversavam era sobre direccoes.. e acabavam por tomar sempre a decisao errada. (Pai, estas perdoado! Ferias de familia nao ha melhor que as nossas!) Mas os pais do Moff tem sido excepcionais connosco, por isso eu pacientemente ignorava as discussoes sobre direcoes, la ouvia musica e lia revistas...No stress!

Chegamos a Hervey Bay dia 25 de Fevereiro a noite, mesmo a tempo de ver o por do sol espectacular que surgia. Era uma localidade espectacular. Depois de fazermos contas na caravana aos dias que tinhamos, decidimos que podiamos ficar um dia a descansar em Hervey Bay sem guiar. Nao podiam ser noticias melhores. Reservamos tambem a "excursao" para Fraser Island!

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Hervey Bay

Dia 27 fomos a famosa Fraser Island, cujo territorio e 90% Patrimonio Mundial. Esta ilha so de areia tem diferentes tipos de florestas. As aguas estao cheias de tubaroes, por isso nadar nao e nada recomendavel. Mas nao se preocupem porque ha imensos sitios onde nadar sem ser na agua salgada. Fraser island e muito rica em riachos de agua pura e a maior attracao da ilha e o espectacular Lago Mackenzie!

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Sim, estou entre os bosques mas na agua.. que nao se ve porque e tao pura que aparece transparente!

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Lago Mackenzie. O nosso guia disse-nos que as aguas do lago Mackenzie sao tao puras e fortes em minerais que o cabelo fica mais sedoso depois de uns mergulhos.. Acreditem.. e verdade! Mas nao acaba aqui. A areia branca pode servir como exfoliacao para tornar a pele lisa... Paraiso.. nao?

Depois da excursao seguimos rumo para Bundaberg para vermos tartarugas bebes a serem libertadas no oceano. As tartarugas-mae vem a Praia de Mon Repos, em Bundaberg, depositar os ovos. Voluntarios controlam o crescimento destes ovos e protegem os ovos de outros animais ou turistas curiosos. Quando as tartarugas nascem, podemos liberta-las de volta ao oceano, mas so pode ser a noite.

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Tartarugas em Bundaberg

Devido a paragem em Hervey Bay, o dia seguinte foi passado a viajar ate Mackay (800km de distancia).. isto porque um dos amigos australianos da Julie estava a dar uma festa em casa dele em Mackay. Preocupados? Nao! Estamos sempre aptos para umas cervejas bem fresquinhas e um churrasco! La conhecemos mais umas pessoas que estavam a viajar mas no sentido contrario que nos. O Andrew, amigo da Julie, ja tinha viajado por muitos sitios (incluindo Portugal). Compartilhou o sentimento comigo que os portugueses sao muito atenciosos e tentam ajudar, e que os espanhois sao so arrogantes e nem sequer tentam falar o ingles...! =) C'mon!

Posted by Themoffats 01:39 Archived in Australia Comments (0)

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